sábado, 31 de maio de 2008

Depois de comer pizza de padaria

Acabo de ler um texto sobre a separação da arte e da vida. Não, Arte e Vida não formavam um casal lésbico. Eram... Não eram nada, eram só a arte a vida, assim com minúsculas. Não estou diminuindo a importância de nenhuma das duas, só estou irritado com o que li sobre a necessidade de separá-las.

Fica parecendo aquilo que o chefe escroto sempre usava como desculpa: ser “profissional”. O cara achava que sendo profissional, sem aspas, ele estava exercendo/exercitando/valendo-se do seu ““““direito”””” de ferrar com quem estava abaixo dele na escala hierárquica. Tudo – tudo – para fazer média com quem estava acima.

No “Houaiss”, está escrito o seguinte sobre “chilique”:
1 ataque nervoso ou histérico; faniquito, fricote
2 perda temporária dos sentidos; desfalecimento, desmaio

O que a moça escreveu sobre separação foi um chilique. Ou malandragem, no mau sentido (porque tem a “malandragem no bom sentido”). O que o chefe escroto tinha era um discurso idiota. Ou achava que era malandro. Só achava.

Que saco.

Pior é que nem tem porra nenhuma que preste na TV.

Vou acabar de ler o livro do Arnaldo Baptista que eu ganho mais.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Crise

Uma pedra nos rins me derrubou. Dizem sempre que é porque eu tô bebendo pouca água. Mijar vermelho, depois de uma cirurgia, deixa uma sensação estranha.
No hospital por cinco dias, deixei abandonadas à própria sorte as plantas que ficam aqui na área. Nem dava para pensar nelas, lá, porque aquele cubículo praticamente sem janela não deixa a gente pensar. Hoje, tá chovendo. As plantas mereciam mesmo esse presente.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Filmes idiotas

Filmes idiotas servem para duas coisas: para a rirmos deles e para ficarmos pensativos. A gente às vezes até ri com eles e não só deles. Mas pensativo é batata: você fica e pronto. E isso pode render à beça. Aconteceu outro dia. E era trabalho. Quer coisa mais inconveniente/irritante do que um trabalho que deixa você pensando sobre sua vida pessoal, sobre os vacilos que dá? Porra, trabalho geralmente já é aquela coisa chata, a obrigação de resolver isso e aquilo para ter dinheiro bastante pro aluguel. E aí ainda vêm pensamentozinhos enchendo o saco da gente? Não ferra! Abaixo os filmes idiotas. De agora em diante, por pelo menos um mês, vou fugir de qualquer coisa no cinema que seja uma promessa de riso fácil. Nos filmes cabeçudos, pelo menos, é certo que você vai pra ficar pensando na vida, nos detalhes, na mensagem, no socialismo, nas drogas, nos ideais, em neguinho que se vende, nas cachorras que no fim das contas são os sonhos dos intelectuais, na natureza, na sustentabilidade. Agora, ficar pensativo em filme tipo de sessão tarde é sacanagem.